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“Cidade Invisível” O folclore brasileiro em foco na Netflix

Todos nós já ouvimos lendas sobre como o Curupira enganava caçadores para proteger as matas. Já rimos da Cuca no “Sítio do Pica-Pau Amarelo” assim como fomos seduzidos pelo canto da Iara.

Tempo de leitura estimado: 3 min

A premissa de “Cidade Invisível”, nova série brasileira da Netflix produzida por Carlos Saldanha (“Rio, “A Era do Gelo”) e estrelada por Marco Pigossi, é o que a atração tem de melhor. A ideia de explorar o folclore brasileiro com um olhar adulto e atual, inserindo seres fantásticos como a Cuca, o Saci e a sereia Iara em meio à sociedade comum é extremamente bem-vinda. A proposta segue um modelo de narrativa já bastante utilizado em diversos materiais, das HQs ao cinema, mas que sempre focam em histórias como as da mitologia grega, por exemplo. Assim, nada mais justo que tal modelo narrativo tenha a chance de explorar a riqueza do folclore brasileiro, especialmente quando a Netflix tem produzido conteúdos com esse viés de cultura local em seus diferentes mercados, caso de “Equinox”, trama original da plataforma lançada em 2020 e que tem como pano de fundo uma das lendas do folclore dinamarquês.

Diferente de outras produções, essa série incrível escolhe o realismo ao invés da pura fantasia infantil. As criaturas se adaptam ao tempo, e se camuflam no ambiente urbano à medida que suas lendas são contadas e recontadas. Usando da fórmula de Neil Gaiman com Deuses Americanos, onde quanto mais se fala sobre, quanto mais nossa imaginação é tomada pelo Curupira ou a Cuca, mais eles se tornam reais. Isso também inclui figuras muito perigosas, como o Corpo Seco, uma alma tão maligna que nem a terra a quer. O roteiro adaptou vários conceitos para o mais real possível. Por exemplo, o saci tem seu gorro vermelho, e quem o pegar vai ter controle sobre o saci. Só que aqui não tem gorro, e sim uma bandana vermelha, mas que tem o mesmo poder. A Iara não canta em rios, mas em bares da Lapa, sendo a Cuca a dona do bar.

Fica claro que a Netflix não poupou gastos nesta produção, abusando do cenário do Rio de Janeiro e efeitos especiais de grande qualidade. O elenco de peso conta com Alessandra Negrini como a Cuca, em uma versão que dá arrepios ao passo que encanta. E sim, ela canta “Nana, neném, que a Cuca vem pegar”. Elogios também a Fábio Lago como o Curupira mais incrível já visto. Dá orgulho ver uma produção 100% brasileira tão bem feita. O que esperar agora? Boitatá? Mula Sem Cabeça?

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Faça sua aposta e se você não viu ainda cuidado, pois a Cuca vai te pegar.

Postado em Feb. 13, 2021, 7:58 p.m.

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