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Quer saber o que rolou no CASE, o maior evento de Startups da América Latina? Vem que o LabCriativo te conta

Saiba tudo o que rolou no maior evento de Startups na América Latina, o CASE. Uma semana inteira de conteúdos para você!

Tempo de leitura estimado: 8 min

Estreio como colunista do LabCriativo. E chego com uma missão e tanto. Compartilhar com vocês a minha experiência no CASE. A Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo é o maior evento para Startups da América Latina e é realizado pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Comemorando 5 anos de vida, o CASE recebeu também outros 2 eventos. O Connect Samba, organizado pela Samba Tech, eleita uma das empresas mais inovadoras do mundo e líder no mercado de vídeos online na América Latina e o 2º Forum de Inovação Startup Indústria, organizado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

O evento é gigante. E obviamente em um único texto não vou conseguir compartilhar com você tudo o que eu vi, vivi e aprendi por lá. Portanto, durante essa semana, um texto por dia. Preparem-se. Tem muito conteúdo foda vindo por aí. Espero que curtam!

Antes de falar da abertura do evento, gostaria de falar um pouco da experiência que antecedeu o evento. Curti bastante os e-mails que recebi da organização do evento que preparou algumas surpresas para os participantes, como o Clube CASE, com benefícios exclusivos oferecidos pelos patrocinadores do evento. O manual do participante, também enviado por email, me agradou bastante. Me senti sendo cuidado pela organização que compartilhou informações importantes para que a minha experiência fosse a melhor possível. E para fechar o parágrafo, o app do evento também me surpreendeu. Legal ver a comunidade se engajando, fazendo networking e compartilhando os momentos marcantes do evento. Você começa a sentir a vibe do evento antes mesmo dele acontecer.

Eram quinze para às dez horas da manhã quando cheguei no Pro Magno Centro de Eventos, local do CASE. Me chamou a atenção o tamanho do credenciamento. E a quantidade de gente também. Estima-se que circularam cinco mil pessoas por lá. O guarda volumes foi uma mão na roda para quem chegava de viagem direto para o evento. O credenciamento foi super rápido e logo me dirigi para o palco principal do evento. A abertura, marcada para às 10:00 horas começou com atraso. O encarregado de anunciar o início do evento foi Amure Pinho, presidente da ABStartups. Estiveram presentes também o Gustavo Caetano, CEO da Samba Tech, o Presidente da ABID, Guto Ferreira e o prefeito de São Paulo Bruno Covas, que me fez tirar a caneta e o meu caderno de anotações para escrever a primeira nota do CASE. O governo é analógico e a população é digital. Segundo o prefeito essa é uma das dores que o poder público precisa resolver e que os empreendedores e Startups encontrarão as portas abertas para quem topar o desafio.

Abertura feita, era hora de assistir a minha primeira palestra. Robert Lamb, Customer Evangelism da Salesforce. Chique, né? Sim, muito chique. A palestra do cara foi foda. A Salesforce ajuda os seus clientes a descobrirem novos caminhos para o sucesso utilizando a solução líder mundial de plataformas de CRM. Os caras são a quarta maior empresa de software do mundo, figuram entre as empresas mais inovadoras (Forbes), é uma das companhias mais admiradas do mundo (Fortune), e segundo a Great Place to Work e Indeed, é a melhor empresa para se trabalhar no mundo. O segredo do sucesso? Defender com unha e dentes a essência da empresa. A sua cultura, o seus valores. E é essa a missão do Robert. Os pilares que sustentam a missão? Cultura, Experiência, Clientes e Propósito.

Cultura. O tempero secreto da Salesforce. Muito mais do que um quadro na parede. Já viu como tem um monte de empresa com um quadro de missão e visão pendurado na parede? Todas as empresas que eu trabalhei eram lotadas deles. A grande questão é se eles são vivenciados no ambiente de trabalho. Qual o sentimento, o humor dos colaboradores ao irem para mais um dia de trabalho? Eles confiam ou desconfiam dos valores da empresa. Na Salesforce não pode haver espaço para a dúvida. Valores vivenciados criam valor, confiança e inovação. Não existe o “a gente chegou lá”. Bom o suficiente não é bom o suficiente. O espírito é de melhoria contínua. O Status Quo é um inimigo! E o exemplo é dado de cima para baixo. Começa no CEO. A empresa reconhece a importância de dar voz aos seus colaboradores e possui um quadro diverso e equânime. Durma com esse dado: 60 milhões de dólares investidos para equalizar os salários de homens e mulheres. É cultura que fala né?

Experiência. Não adianta o seu produto ser bom. Isso não lhe garante nada. É essencial criar experiência para o seu cliente. Clientes pagam mais para ter uma experiência melhor. 2 exemplos que o Robert compartilhou. A Heinze e as suas embalagens de Ketchup. O produto sempre foi o mesmo, porém as embalagens não. A primeira embalagem é completamente diferente da embalagem atual. As embalagens de hoje proporcionam aos clientes uma experiência melhor. Passar ketchup no pão está cada vez mais seguro. Concorda? Uber x Taxi. Qual é a melhor experiência. No UBER você consegue saber quem é o seu motorista, qual a nota dele, o carro e a cor, qual o valor da sua viagem, qual o trajeto que será realizado e o horário que você irá chegar. Sim, os apps de taxis hoje já conseguem proporcionar uma experiência melhor. Mas realmente a UBER trouxe uma experiência bem mais legal e que conquistou milhares de usuários mundo afora. Como você está pensando na experiência que o seu produto proporciona?

Clientes. Eu trabalho para os clientes, disse o Robert. Os clientes estão no centro. Toda a experiência é pensada para que eles consumam o produto da melhor maneira possível. A relação não é transacional. É relacional. Isso faz toda diferença e gera lucro. Escutar, engajar e responder o cliente.São os clientes que determinam o roadmap da Salesforce. Eles tem inclusive um programa para dar voz às ideias dos clientes. Você é cliente e quer dar uma ideia para o produto? Ela é muito bem vinda. Cada cliente é comemorado. Cada cliente é muito valioso para a empresa. Sabe qual a moeda da Salesforce? As histórias dos seus clientes. Porque o maior evangelista que uma empresa pode ter é o seu próprio cliente. Lá, literalmente o cliente é rei. Sem necessariamente precisar ter sempre a razão. Como você tem se relacionado com o seu cliente?

Propósito. O Robert começou o tópico falando do posicionamento da Salesforce em relação aos moradores de rua de San Francisco, cidade onde a Salesforce está sediada e emprega quase 8 mil pessoas. E aqui, preciso agradecer ao THE BRIEF (https://www.thebrief.com.br/), que me alimenta diariamente com conteúdo foda do mundo da tecnologia. A newsletter do dia 22 de Outubro conta um pouco da treta. Muito resumidamente, Marc Benioff, CEO da Salesforce, postou em seu perfil no twitter: “pessoas desabrigadas são responsabilidade de todos nós”. Contextualizando a fala. Um projeto de lei, batizado de Prop C. propõe o aumento de 0,5% das tarifas de negócios locais com arrecadação superior a USD 50 milhões. A grana arrecadada será utilizada para criar um fundo para serviços direcionados aos moradores de rua - desde construção de abrigos até tratamentos psicológicos. O fundador da Salesforce se comprometeu a doar USD 2 milhões para ajudar a aprovar a legislação. A treta? Outras companhias e fundos de venture capital estão fazendo lobby e doações para impedir que a medida seja aprovada. Entendem que essa os moradores de rua são uma responsabilidade da Prefeitura.

O posicionamento da Salesforce diz muito sobre o propósito da empresa. A empresa enxerga os negócios como uma plataforma de mudança. Não é só dinheiro. É impacto. É sobre como a empresa pode contribuir para que o mundo seja um lugar mais legal para todos viverem. Como a empresa pode contribuir para que todos possam ter acesso a saúde e educação. Como a empresa pode contribuir com as questões ambientais e climáticas do mundo. E eles fazem isso cuidando dos seus stakeholders. Robert apresentou alguns projetos desenvolvidos na Salesforce que reforçam esse cuidado. E finalizou falando da OHANA. Não estou falando da Claudia, a atriz. Na cultura havaiana, "Ohana" significa família, o laço que une as pessoas. A Ohana da Salesforce é sustentada com valores essenciais que os inspiram a trabalhar juntos todos os dias para melhorar o mundo. Você tem dúvidas que eles estão conseguindo? Eu não.

Amanhã compartilho com vocês o que eu aprendi com o Marcos Mion. Tem uma história dele com o Inri Cristo que é impagável. Você acredita em milagres?

Dé Boaventura.

Postado em 4 de Dezembro de 2018 às 00:00

Dé Boaventura
LabCriativo / Educador



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