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Domínio do 5G está no centro das tensões entre China e EUA

Tempo de leitura estimado: 3 min

A disputa entre China e EUA pela tecnologia 5G é o que muitos colunistas têm chamado de “A Guerra Fria do Século XXI”. Pudera: duas das maiores potências mundiais estão em batalha pelo domínio da nova geração de internet banda larga, tecnologia que vai suceder o 4G e é pelo menos 20 vezes mais rápida que sua antecessora. Para entender a disputa é só parar para pensar na importância que a internet assumiu em nossas vidas e, consequentemente, na movimentação da economia. Atualmente a China pode ultrapassar os EUA em inovação e tecnologia de ponta, graças aos investimentos das últimas décadas no setor.

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EUA possuem energia de ponta, mas esta realidade pode vir a mudar


Em reação, o governo de Donald Trump mira a Huawei, maior fornecedora de equipamentos para redes e telecomunicações da China e segunda maior fabricante de celulares do mundo. Os EUA não só baniram a empresa do mercado americano, como tentam convencer outros países a fazer o mesmo, ao alegar que a Huawei é uma ameaça nacional. Seu fundador, acusam, tem vínculo com o Exército chinês e isso pode significar uma violação de bancos de dados e, consequentemente, espionagem de indivíduos, empresas e governos, principalmente após a Agência Nacional de Inteligência da China estabelecer, em 2017, que as empresas do país devem “apoiar, cooperar e colaborar com o trabalho de inteligência nacional”.

No entanto, as tensões da guerra comercial entre China e EUA se intensificaram quando em dezembro de 2018, a pedido dos EUA, Meng Wanzhou, diretora financeira da Huawei e filha do fundador da empresa Ren ZhengfeiZhengfei, foi presa no Canadá acusada de lavagem de dinheiro, fraude bancária e roubo de segredos tecnológicos. Ela foi solta posteriormente, mas o caso gerou uma crise diplomática entre os 3 países – não só pelo fato em si, mas porque a diretora continua sob vigilância no Canadá enquanto tramita um processo de extradição para os EUA para enfrentar acusações da Justiça norte-americana.

Como o desempenho do 5G será muito superior ao do 4G, a promessa da tecnologia é mudar radicalmente a nossa rotina. No ano passado, durante a Futurecom a Claro e a Ericsson demonstraram a tecnologia 5G – que ainda não tem data certa para chegar ao Brasil –, com foco em game experience. Na ocasião, foi possível ver mais do que maior velocidade. Foi possível verificar na prática o resultado da latência ultrabaixa do 5G, que nada mais é do que o tempo de resposta. No caso da nova tecnologia, o tempo de resposta é de milissegundos, o que melhora enormemente a experiência dos amantes de games.

A quinta geração da telefonia celular vai, ainda, abrir as portas para o desenvolvimento de cidades inteligentes, veículos sem motorista e cirurgias remotas, por exemplo. A chamada inteligência artificial está no centro da discussão sobre os serviços do futuro e quem liderar essa corrida tecnológica vai, sem dúvida, gerar mais empregos e aumentar em bilhões de dólares o seu PIB. Por isso, a queda de braços entre China e EUA não deve acabar tão cedo.

Postado em 5 de Abril de 2019 às 12:22

Lucas Foster
LabCriativo / Editor

Fundador e CEO do LabCriativo



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