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Por que precisamos considerar trabalhos mais flexíveis?

A pandemia nos fez enxergar novas possibilidades de relações de trabalho. Nos questionar sobre os padrões e abrir os olhos para as diversas possibilidades é o caminho do futuro do trabalho.

Tempo de leitura estimado: 5 min

Em poucos meses o mundo foi obrigado a repensar diversos aspectos. A ciência e tecnologia se tornaram peças fundamentais, os modelos de ensino adotados podem não ser mais os ideais, os sistemas de saúde foram testados, as empresas precisaram se reinventar rapidamente, o modelo padrão de trabalho começou a ser questionado sobre sua eficiência. A transformação digital se mostrou ainda mais necessária.

O mercado de trabalho foi um dos principais eixos que sofreu uma reviravolta inesperada, fazendo empresas e pessoas avaliarem seus comportamentos. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisas Econômicas nos Estados Unidos analisou em abril deste ano que 40% dos trabalhos podem ser realizados de forma remota. Relatório divulgado pela Workana apontou que para 96,7% dos entrevistados o benefício do home office será um diferencial na escolha de emprego. Recentemente, o governo brasileiro anunciou que já economizou mais de 1 bilhão com o trabalho remoto, e a Prefeitura de São Paulo resolveu adotar a partir do mês de setembro o teletrabalho de forma definitiva para mais de 120 mil servidores, trazendo aumento na produtividade, melhoria da prestação de serviços e redução de despesas.

A mudança nas relações de trabalho chegou para ficar.

Agora é o momento ideal para questionamentos como: porque os modelos de trabalho mais adotados são os mesmos há décadas, quando o mundo já não é mais o mesmo? Porque horas de trabalho são mais importantes que o resultado? Será que não existem formas mais eficientes de empresas e colaboradores se relacionarem?

Modelos de trabalho disruptivos são a resposta. Cada negócio é um negócio. Cada pessoa é uma pessoa. Desconsiderar isso na construção das relações de trabalho afeta a sustentabilidade dos negócios e a qualidade de vida das pessoas, transformando essa relação ineficiente.

Chegou a hora de debater sobre o futuro do trabalho.

Diversas empresas, instituições e governos já analisaram sua cultura e repensam seus modelos de trabalho e durante a pandemia puderam testar novas possibilidades. Os profissionais, que trabalham para alguma empresa ou tem seu negócio próprio, tiveram que colocar em prova suas habilidades e buscar novos conhecimentos para lidar com a nova realidade. Quem não adotou o comportamento de adaptabilidade acabou tendo dificuldades de se manter nesse novo normal.

As opiniões são diversas a respeito das transformações das relações de trabalho.

“Não vejo nenhum aspecto positivo. Não poder se reunir pessoalmente, especialmente internacionalmente, é uma pura negativa.” (Reed Hastings, co-chefe executivo da Netflix Inc.)
“Não acredito que a BlackRock esteja 100% de volta ao escritório. Na verdade, acredito que talvez 60% ou 70%, e talvez seja uma rotação de pessoas, mas não acredito que algum dia teremos um quadro completo de pessoas no escritório.” (Larry Fink, CEO da BlackRock Inc.)
“Nós tentamos ... não é a mesma coisa. Você simplesmente não pode obter a mesma qualidade de trabalho.” (Rajat Bhageria, CEO da startup de robótica Chef Robotics.)
“A oferta e a demanda por espaço de escritório podem mudar significativamente. Muitas pessoas aprenderam que podem trabalhar em casa ou que existem outros métodos de conduzir seus negócios que podem ter pensado com base no que faziam há alguns anos. quando a mudança acontece no mundo, você se ajusta a ela.” (Warren Buffett, presidente e CEO da Berkshire Hathaway Inc.)

Não existe o certo ou o errado, existe a realidade e como podemos nos adaptar melhor a ela. Para isso, precisamos discutir a respeito e principalmente compreender como o mercado está se comportando e refletir qual caminho podemos seguir. Para isso, é importante compreender a experiência de pessoas que já adotam um estilo de trabalho flexível, como o trabalho remoto e o nomadismo digital, por exemplo. E para além disso, também compreender e pensar alternativas para demais impactos, como a estrutura da cidade que vai sofrer com a ruptura do padrão construído, como os fornecedores que precisarão adotar novas estratégias para se manter no mercado, enfim são diversas novas realidades que precisam ser consideradas e repensadas.

Pensando nisso, Emiliano Agazzoni, especialista em gestão de comunidades, co-criou a 1ª conferência brasileira sobre trabalho remoto e nomadismo digital este ano com o intuito de dar palco a todas essas questões e trazer reflexões e questões práticas para o desenvolvimento de uma sociedade mais imersa na transformação digital, na sustentabilidade dos negócios e na qualidade de vida das pessoas. “As cidades estão sofrendo essa ruptura, as empresas e pessoas precisam aprender a trabalhar de forma mais flexível, por isso vamos debater junto com os principais CEOs da América e personalidades que já possuem experiência com trabalho remoto para traçar caminhos de ação, mostrar quais podem ser os primeiros passos para quem quer adotar essa nova forma de trabalhar. A ideia da Remote Conference é fomentar uma cultura efetiva de trabalho remoto durante esses dois dias de evento”, afirma Emiliano. O evento acontecerá dias 15 e 16 de outubro e será totalmente remoto e gratuito, trazendo mais de 30 palestrantes para o debate. Para saber mais, acesse https://remote2020.com.br/.

A Flexibilidade do trabalho é um dos principais caminhos a se considerar, por isso o debate é necessário, para que possamos ver o momento como uma oportunidade de repensar nossos negócios, nossas vidas, nossas comunidades, nossas relações e os caminhos que são mais saudáveis, considerando a vida pessoal e profissional.

Postado em Oct. 12, 2020, 9 a.m.

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