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Como LEGO está treinando cientistas e solucionadores de problemas do futuro

Brincar é coisa séria. Através da brincadeira, crianças (e adultos) aprendem a como usar a imaginação para experimentar com formas diferentes de fazer as coisas.

Tempo de leitura estimado: 4 min

Isso parece apenas ter relevância na fase de desenvolvimento, mas é também é por meio da imaginação e experimentação que a raça humana, como um coletivo, chega às soluções para problemas. Assim, é vital que encorajemos crianças e as pessoas em geral a usarem a imaginação para experimentar e, nesse sentido, a empresa LEGO tem um papel importante ao nutrir a próxima geração de engenheiros, cientistas e resolvedores de problemas. Não se trata só de brincadeira informal, uma vez que uma organização em particular incorporou o famoso brinquedo dinamarquês em competições e oficinas, tudo para instilar amor pela ciência e engenharia nas crianças.

Essa organização de caridade sem fins lucrativos é a FIRST (For Inspiration and Recognition of Science and Technology) - que livre tradução seria algo como Para Inspiração e Reconhecimento da Ciência e Tecnologia -, que fica localizada em New Hampshire e trabalha para inspirar jovens a perseguirem carreiras e educação em ciências, tecnologia, engenharia e matemática.

A liga FIRST LEGO proporciona uma oportunidade para que times de crianças de 50 países usem o LEGO para resolverem problemas dentro das áreas citadas. Em janeiro de 2020, por exemplo, 250 estudantes da escola elementar de New Jersey mostraram suas tentativas de construírem robôs autônomos. Alguns deles criaram robôs para desligar interruptores, enquanto outros desenvolveram robôs capazes de empurrarem um bonequinho LEGO em uma balança.

A despeito das tarefas específicas de cada grupo, o uso de algo tão familiar quanto o LEGO pode ajudar a chamar a atenção para o mundo da robótica e da engenharia, o que pode parecer algo desafiador e complexo para adultos. Surpreendentemente, o exemplo dado pelo FIRST encorajou outras organizações e até mesmo a empresa LEGO a seguirem o mesmo passo, uma vez que o grupo capitalizou em cima de kits de robótica para crianças.

Por exemplo, no Reino Unido, o governo lançou o programa Ano da Engenharia em 2018. Como parte dessa iniciativa, houve uma parceria com o LEGO em uma empreitada na estrada, chamada Engenheiros do Futuro, que deu aos alunos da escola primária a oportunidade de aprender engenharia básica pelo prisma da robótica da LEGO. A ação também introduziu aos mesmos estudantes a Liga FIRST LEGO ao convidá-los para fazerem parte do conjunto e ao entrarem na competição que teve os finalistas apresentando projetos no Parlamento.

E não são apenas governo participando da iniciativa. Em outubro passado, a Amazon anunciou que também se associaria ao time LEGO. Nesse caso, a Amazon organizou competições que convidaram estudantes e demais interessados a usarem o LEGO MINDSTORMS Education EV 3 kit para desenvolver um sistema que responderia aos comandos de Alexa, programa/persona da Amazon.

Se alguma vez houve um testemunho do poder de brincar para atingir aprendizado genuíno e conhecimento, isso está traduzido na existência de tais campanhas e parcerias. LEGO vem de modo óbvio promovendo com muita força seus esforços para atender áreas de ciências e tecnologias, mas o fato de escolas, universidades, governos e companhias terem aderido ao brinquedo comprova o potencial contido nele.

Com isso dito, não há nada particularmente especial sobre LEGO que tenha sido responsável pelo sucesso da Liga FIRST LEGO. É que brincar realmente é uma ferramenta poderosa quando o assunto é educação. Dado o escopo da diversão, criatividade e determinação inerente à brincadeira, é uma maneira forte de convocar as pessoas de maneira mais profunda em qualquer tema a ser ensinado.

Esse é o motivo pelo qual vem sendo usado em outras áreas além de engenharia e ciência. Isso também explica porque muitos brinquedos atualmente vêm com um fundo educacional hoje em dia enquanto. Em um exemplo menos inocente, há muito vem sendo discutido que o exército americano usa vídeo games para recrutar pessoas. Então, a ascensão LEGO como ferramenta de ensino não deveria surpreender, já que é o resultado de uma tradição longa e duradoura.

*Texto originalmente publicado no site forbes.com por Simon Chandler

Postado em March 4, 2020, 1:44 a.m.

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