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Uber aéreo autônomo pode se tornar realidade em 2023

Voo de teste da Boeing foi um sucesso

Tempo de leitura estimado: 3 min

Os táxis aéreos sem piloto já podem se tornar uma realidade depois que um veículo aéreo de passageiros da Boeing completou com sucesso seu primeiro voo-teste. O protótipo é uma embarcação autônoma de decolagem e aterrissagem vertical (VTOL), que decolou da fábrica da empresa, em Manassas, na Virgínia, pairou e pousou com segurança.

A aeronave movida à bateria tem 9 metros de comprimento e 8 metros de largura e parece um drone gigante. "Em um ano, evoluímos de um projeto conceitual para um protótipo voador", afirma o diretor de tecnologia da Boeing, Greg Hyslop. Em 2017, a fabricante adquiriu a Aurora Flight Sciences, que tem trabalhado com a Uber para criar os meios para uma rede de compartilhamento de veículos aéreos.

A Boeing está em uma corrida com a Airbus e outras empresas para criar uma embarcação adequada para voos curtos sob demanda entre e dentro das cidades.

O teste bem-sucedido de decolagem e pouso é um primeiro estágio essencial, mas desde que o VTOL foi desenvolvido no século 20, o maior obstáculo tecnológico foi alternar entre os modos de voo vertical e avançado. “Essa fase de transição é tipicamente o desafio de engenharia mais significativo para qualquer aeronave VTOL de alta velocidade”, reconhece a Boeing.

Para a Uber, “a aviação sob demanda tem o potencial de melhorar radicalmente a mobilidade urbana, dando às pessoas o tempo perdido em seus deslocamentos diários. Imagine viajar da marina de São Francisco para trabalhar no centro de San Jose – uma viagem que normalmente demoraria em torno de duas horas – em apenas 15 minutos".

A rede Uber Air deve ser lançada em Los Angeles e em Dallas-Fort Worth em 2023. “As aeronaves VTOL são novas, e o progresso na certificação de novos conceitos de aeronaves tem sido historicamente muito lento”, afirma a Uber. Desenvolver e certificar um táxi voador viável resolve apenas parte do problema. A aeronave deverá compartilhar os céus com aviões comerciais – lembrando que o espaço aéreo nas áreas de Los Angeles e Dallas-Fort Worth já está congestionado, com múltiplos aeroportos – e possivelmente veículos aéreos de carga e drones de entrega de encomendas sem motorista.

A Uber definiu sua meta inicial de risco aceitável: “Um nível de segurança que é o dobro do de dirigir com base no número de mortes por passageiro”. “A autonomia certificável vai tornar a mobilidade aérea urbana silenciosa, limpa e segura possível”, diz John Langford, presidente e diretor executivo da Aurora Flight Sciences.

Postado em 31 de Janeiro de 2019 às 11:00

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