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Estudante cria, acidentalmente, bateria recarregável que pode durar 400 anos

Tempo de leitura estimado: 2 min

Há um velho ditado que diz que a sorte acontece quando a preparação encontra a oportunidade. Não há melhor exemplo disso do que uma descoberta feita por Mya Le Thai, aluna de doutorado na Universidade da Califórnia, em Irvine, nos Estados Unidos. Ao “brincar” no laboratório, ela fez uma descoberta que pode levar a uma bateria recarregável capaz de durar até 400 anos. Isso significa laptops e smartphones mais duradouros e menos baterias de íons de lítio acumuladas em aterros sanitários.

O que aconteceu foi que uma equipe de pesquisadores da universidade estava realizando experiências com nanofios em baterias, mas descobriu que, com o tempo, os fios finos e frágeis se quebrariam e quebrariam após muitos ciclos de carregamento. Um ciclo de carga ocorre quando a bateria fica completamente cheia para completamente vazia e volta a ficar cheia novamente.

Mas um dia, Mya Le Thai revestiu um conjunto de nanofios de ouro em dióxido de manganês e um gel eletrolítico semelhante ao plexiglas. "Ela começou a trocar esses capacitores de gel e foi aí que tivemos a surpresa", disse Reginald Penner, presidente do departamento de química da universidade. "Ela disse: 'essa coisa tem dado 10.000 ciclos e ainda está indo'. Depois de alguns dias ela disse que a nanobateria já tinha recebido 30.000 ciclos, e isso continuou por um mês".

Essa descoberta é impressionante porque a bateria média do laptop dura de 300 a 500 ciclos de carga. A nanobateria desenvolvida na UCI produziu 200.000 ciclos em três meses. Isso prolongaria a vida da bateria média do laptop em cerca de 400 anos. O resto do dispositivo provavelmente teria caído décadas antes da bateria, mas ter uma bateria que dura centenas de anos seria bastante surpreendente.

"O cenário geral é que pode haver uma maneira muito simples de estabilizar os nanofios do tipo que estudamos", disse Penner. "Se isso geralmente for verdade, seria um grande avanço para a comunidade". Nada mal para quem estava só brincando no laboratório.

Postado em Sept. 4, 2019, 7:40 p.m.

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