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Pesquisa inédita investiga vida digital dos brasileiros maduros

Estudo “Maduros e digitais: redes sociais, influenciadores e vida digital após os 50 anos” mapeia o comportamento dos brasileiros seniores

Tempo de leitura estimado: 6 min

Envelhecer nos dias de hoje é um processo completamente diferente do que foi décadas atrás. Essa mudança está inteiramente associada à presença da internet na vida dos novos seniores. Hoje, eles buscam conhecimento no YouTube, diversão no Facebook e relacionamento no Instagram e pelo WhatsApp. A internet é a janela para o mundo; no ambiente digital, os maduros conversam, matam saudades, ficam próximos da família, reencontram afetos do passado, mantêm grupos de novos e antigos amigos; experimentam novos amores, planejam viagens físicas e intelectuais.

Para entender essa nova sociedade prateada, a consultoria de marketing Hype60+ e a empresa de tecnologia MindMiners conduziram o estudo quantitativo “Maduros e digitais: redes sociais, influenciadores e vida digital após os 50 anos”. Nesse mapeamento, os especialistas investigaram as diferentes formas de consumo e a interação dos 50+ nos canais digitais, além de aprofundar a relação do consumidor sênior com influenciadores digitais.

A pesquisa pauta, também, análises da relação do consumidor brasileiro maduro com muitas marcas e empresas, mostrando que há um território vasto a ser explorado por vários segmentos do consumo, inclusive, com o apoio de influenciadores digitais dessa nova geração de prateados.

A produção de conteúdo digital, contemporâneo e relevante – que dialogue com os desafios, anseios e necessidades desse público – pode inserir marcas dentro de um novo contexto. Há real potencial de transformar a relação dos maduros com produtos e serviços. Hoje, de acordo com análise desses brasileiros, eles são consumidores invisíveis.

Dados do Instituto Brasileiro de Pesquisas e Estatísticas apontam que, hoje os maduros já representam quase 20% do consumo, movimentando cerca de R$ 1,6 trilhão. O Brasil é um dos países com um envelhecimento populacional mais acelerado do mundo. Em 32 anos, o país será o sexto com maior parcela da população 60+, estando à frente de todos os países em desenvolvimento. Um avanço exponencial que tem surpreendido estatísticas como a do IBGE que apontava que o Brasil alcançaria 30 milhões de idosos apenas em 2025 – marca atingida em 2018.

Principais conclusões do estudo

PERFIL

Os novos maduros são ativos e digitais. A maioria dos entrevistados está trabalhando em empresas ou fora delas – 71%. Mesmo entre os aposentados, a rotina semanal é intensa: atividade física, voluntariado, interação com amigos e familiares. Entre os desejos, querem interagir e provar que têm muito a contribuir; fazem questão que a sociedade saiba que estão ativos. No detalhamento, 24% trabalham como funcionários de empresas; 22% atuam como autônomos; 22% estão aposentados e não trabalham; 15% são aposentados e continuam trabalhando; 11% são empreendedores; e 6% estão desempregados.

A forma de enxergar a maturidade também foi objeto da pesquisa. Para 83% dos entrevistados, as gerações mais velhas aprendem com as mais novas e vice-versa. Para 24% dos maduros, há preconceito etário – o chamado ageismo. A despeito das dificuldades, associam a maturidade com uma das melhores fases da vida – sobretudo por ter mais tempo, mais experiência para valorizar situações e pessoas e para entender o que realmente importa.

CURIOSOS

Eles são curiosos. Entre os entrevistados, 79% acima de 50 anos estão dispostos a experimentar novos produtos, serviços e marcas; entre os 60+, 74% se sentem abertos para testar novas tecnologias. Quando perguntados se se consideram pessoas digitais, 71% dos entrevistados com 50+ afirmam positivamente; entre os seniores com mais de 60 anos, esse percentual sobre para 74%.

REDES SOCIAIS

Entre as redes mais conhecidas, destaque para o WhatsApp: 98% conhecem e 95% já utilizaram. O Facebook ocupa a segunda posição – 96% conhecem e 91% usam efetivamente –seguido por YouTube, com 94% e 51%, respectivamente. O índice dos demais para conhecimento e uso são: Messeger (91% e 76%); Instagram (89% e 73%); Twitter (69% e 34%) e LinkedIn (63% e 41%).

As redes sociais preferidas dos maduros são WhatsApp (88%), Facebook (65%) e Instagram (48%). Entre os principais motivos para a preferência, estão: acesso a novidades, possibilidade de se relacionarem com os amigos, conversar com a família, mostrar o próprio trabalho, facilidade de uso, concentração de amigos e parentes no ambiente virtual, receber fotos e vídeos.

MUITO ALÉM DA CURTIDA

A pesquisa mostra que 70% dos maduros acima dos 50 anos consomem conteúdo na NETFLIX, 58% têm conta no Spotify e 27% declaram usar ou ter usado sites e aplicativos de relacionamento.

INFLUENCIADORES DIGITAIS

A pesquisa se propôs a investigar a relação dos seniores com os influenciadores digitais – pessoas que podem criar movimentos, ditar tendências, influenciar decisões, opiniões e pontos de vistas. Entre os Millennials, os influenciadores são conhecidos por recomendar produtos e serviços; por terem um poder de fala que rivaliza com meios como tevê e rádio, podendo estar ao alcance de milhões de pessoas ao redor do mundo, tendo por “moeda” a confiança. Em uma época na qual a publicidade convencional está sendo questionada, os influenciadores têm ditado novas formas de promover marcas.

A análise do impacto dos influenciadores entre os 50+ mostra que 67% dos maduros sabem o que é o influenciador digital; 46% dos entrevistados seguem algum desses influenciadores nas redes sociais. Entre os tópicos de interesse, 55% apontam moda e beleza, 51% comportamento e relações humanas, 50% entretenimento e cultura, 47% culinária e gastronomia e 45% saúde e fitness. Alguns Top of Mind entre os influenciados digitais não diferem muito das gerações mais jovens: Felipe Neto, Whindersson Nunes, JoutJout, Ricardo Amorim, Consuelo Blocker e Kéfera. Quando analisamos os favoritos, o resultado difere um pouco: Carlinhos Maia, Consuelo Blocker, Ricardo Amorim, Felipe Neto e Padre Fábio de Melo.

DISPOSITIVOS E FORMATOS

Entre os entrevistados, 82% com mais de 50 anos apontam o celular como dispositivo mais utilizado para acessar conteúdos de influenciadores. E 71% preferem o Instagram, 60% o Youtube, e 48% o Facebook para acompanharem as novidades. A análise de formato de conteúdo mostra que mais da metade dos entrevistados preferem o vídeo (53%) e 35% declararam preferir o formato de texto.

INFLUENCIADORES CONSUMIDORES

Os influenciadores digitais estão apresentando aos maduros novos produtos e serviços. Entre 71% dos entrevistados com mais de 50 anos, a afirmativa recorrente é que ficaram sabendo de determinado item de consumo por indicação desses atores digitais; 18% dos maduros buscam informações de produtos e serviços com esses influenciadores digitais e celebridades. 75% dos maduros afirmaram que descobriram e compraram produtos por essa indicação. Ou seja, há uma compra efetiva impulsionada pela recomendação. Entre os que compraram, 48% adquiriram produtos de higiene e beleza; 41% compraram roupas; e 33% calçados. Entre as demais categorias que merecem destaque: perfume (30%), viagem (31%), eletrodoméstico (25%) e serviço por assinatura (16%).

MICROINFLUENCIADORES MADUROS

O estudo foi além da detecção dos influenciadores digitais conhecidos – observou a presença de microinfluenciadores e produtores de conteúdos relevantes para os maduros brasileiros. Entre os destaques, Silvia Fernandes (Silvia rumos aos 60s) e Rosangela Marcondes (It Avó).

SOBRE A METODOLOGIA

A pesquisa conduzida entre 27 de fevereiro e 11 de março 2019, foi realizada de forma digital a partir de questionário quantitativo aplicado em amostra de 533 pessoas, de 50 até mais de 80 anos; das regiões Sudeste, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte; de todas as classes sociais. A busca foi por entender a relação entre hábitos do público maduro na internet e interação com os influenciadores digitais. A íntegra da pesquisa está disponível em https://mindminers.com/blog#estudos-originais

Postado em 10 de Maio de 2019 às 09:00

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