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Na Suécia, o dinheiro está quase extinto e as pessoas usam as mãos para pagar pelas coisas

Mais de 4.000 suecos já implantaram microchips nas mãos

Tempo de leitura estimado: 2 min

Já sabemos que o dinheiro em moeda será extinto no futuro, mas poucos países estão trabalhando para acelerar esse feito tão rapidamente quanto a Suécia.

Se perguntarmos aos suecos com que frequência eles pagam algo com dinheiro, a resposta será “quase nunca”. Um quinto dos suecos – em um país de 10 milhões de pessoas – não usa mais caixas automáticos. Mais de 4.000 suecos já implantaram microchips nas mãos para pagar por viagens de trem e comida, ou entrar em escritórios sem chave. Já é possível pagar por restaurantes, ônibus, estacionamentos e até mesmo pelo uso de um banheiro público só com as mãos. Metade dos varejistas do país prevê que o mercado deve parar de aceitar notas até o ano de 2025.

Enquanto isso, o governo tem se esforçado para descobrir os efeitos que a extinção das notas terá sobre a sociedade e sobre a economia.

Grupos de consumidores dizem que a mudança deixa muitos aposentados – um terço de todos os suecos têm 55 anos ou mais –, imigrantes e pessoas com deficiência em desvantagem, já que podem não ter um acesso tão fácil a meios eletrônicos. As autoridades financeiras que abraçaram a tendência estão pedindo aos bancos que continuem vendendo notas e moedas até que o governo consiga descobrir meios de incluir todos os consumidores na nova tecnologia.

E o progresso em direção a uma sociedade sem dinheiro poderia reverter o papel centenário do Estado como garantidor soberano. Se o dinheiro desaparecesse, os bancos teriam maior controle sobre a sociedade. O banco central, que prevê que o caixa possa cair na Suécia, está testando uma moeda digital para manter o controle firme da oferta monetária. E legisladores estão estudando o destino dos pagamentos online e das contas bancárias se uma rede elétrica falhar ou os servidores forem frustrados por falhas de energia, hackers ou até mesmo pela guerra.

Postado em 12 de Dezembro de 2018 às 18:00

Lucas Foster
Labcriativo / Editor

Fundador e CEO do LabCriativo



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