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Softbank divulga relatório 2020 e investe em setores que mais lucraram durante a pandemia

O fundo de investimento soube aproveitar a oportunidade gerada pela quarentena e apostou em setores que atendem pessoas em casa

Tempo de leitura estimado: 7 min

A empresa japonesa SoftBank continua explorando o universo inesgotável de startups, negócios criativos e corporações tecnológicas no mundo inteiro. Por meio de investimentos realizados em mais de 100 empresas como a Uber, Alibaba e Boston Dynamics, a multinacional dos ramos de telecomunicações e de internet permanece buscando novos diamantes não lapidados que possam se tornar o grande tesouro da vez e mudar o comportamento e a vida de muitas pessoas.

O fundo de investimento SoftBank chegou à América Latina em 2019 e apenas como exemplo, há menos de 10 anos muitos brasileiros não andavam de táxi por seu alto custo, mas com a Uber, os números surpreendem: são 22 milhões de usuários só no Brasil e mais de 1 milhão de motoristas e entregadores cadastrados na companhia.

Grandes empresas também se inspiraram no SoftBank, não apenas na questão financeira, mas em como ele atua na sociedade. Um modelo a ser seguido é a criação de um fundo e de um comitê de diversidade, o intuito é diminuir a desigualdade criada pelo preconceito racial em cargos de liderança, focando em empresas que dão visibilidade a afrodescendentes e não-brancos.

Com tudo isso na mesa, é possível apresentar as particularidades recentemente divulgadas no mais novo relatório da SoftBank Group, com as ideias de investimento e estimativas, mesmo com a previsão do resquício da pandemia do coronavírus.

A SoftBank, que já investiu em setores que contemplam internet das coisas, robótica, infraestrutura de comunicação, biologia computacional, biotech, tecnologia e software de nuvem, fintechs e outras áreas correlatas, participou da negociação da Nvidia (líder em computação de Inteligência Artificial) com a empresa de semicondutores ARM. Com a junção, a ideia é criar a principal empresa de computação do mundo para a era da Inteligência Artificial, podendo inclusive acelerar processos para a descoberta de remédios, carros autônomos, estudos de mudança climática e outras vertentes importantes.

Não é a toa que O SoftBank se autodenomina como a "produtora dos ovos de ouro", só em 2020 a companhia atuou em mais 11 segmentos. E operou em 15 IPOs (oferta pública inicial), método em que as ações de uma empresa são vendidas ao público numa bolsa de valores pela primeira vez, tornando a empresa um capital aberto.

Encontrando oportunidades durante a pandemia

Diante do coronavirus, um nicho que se tornou mais atrativo foi o da educação à distância. É por isso que o SoftBank mergulhou neste universo com a empresa VIP Think, que também trabalha com Inteligência Artificial para os primeiros anos de educação infantil (dos 3 ao 9), ensinando matemática e lógica. Já a plataforma indiana UnAcademy atua com o ensino superior em diversas matérias.

Ainda com o foco em alcançar pessoas que estão isoladas em suas casas em período integral, o SoftBank também apostou na Keep, uma plataforma chinesa líder em exercícios de academia, que personaliza treinos de acordo com o nível do usuário.

Já com a empresa Seer, o investimento atinge diretamente a busca para a cura do coronavírus e outras doenças. A companhia trabalha com a proteômica, uma área da Biologia Molecular, Biologia Celular, Genética e Bioquímica. A empresa é capaz de analisar proteínas rapidamente e em larga escala, tudo para simplificar o processo de encontrar a cura de diversas comorbidades.

SoftBank na América Latina

Só na América Latina foram realizados 33 investimentos de diversos tipos, entre elas: 5º Andar (mercado imobiliário), Gympass (academia), PetLove (produtos para animais), Rappi (serviço de entregas) e muito mais.

No mercado brasileiro, a fintech Banco Inter é uma das mais lucrativas até o momento. O valor da empresa era de USD 373 milhões e até o momento já está em USD 690 milhões, com 8,5 milhões de correntistas digitais.

Nas conclusões do relatório, o SoftBank acredita que o maior avanço da humanidade atual é a Inteligência Artificial. Portanto, o foco de seu investimento continuará mantendo a linha da economia criativa e seguirá à procura de novas oportunidades, seja com ou sem a pandemia.A empresa japonesa SoftBank continua explorando o universo inesgotável de startups, negócios criativos e corporações tecnológicas no mundo inteiro. Por meio de investimentos realizados em mais de 100 empresas como a Uber, Alibaba e Boston Dynamics, a multinacional dos ramos de telecomunicações e de internet permanece buscando novos diamantes não lapidados que possam se tornar o grande tesouro da vez e mudar o comportamento e a vida de muitas pessoas.

O fundo de investimento SoftBank chegou à América Latina em 2019 e apenas como exemplo, há menos de 10 anos muitos brasileiros não andavam de táxi por seu alto custo, mas com a Uber, os números surpreendem: são 22 milhões de usuários só no Brasil e mais de 1 milhão de motoristas e entregadores cadastrados na companhia.

Grandes empresas também se inspiraram no SoftBank, não apenas na questão financeira, mas em como ele atua na sociedade. Um modelo a ser seguido é a criação de um fundo e de um comitê de diversidade, o intuito é diminuir a desigualdade criada pelo preconceito racial em cargos de liderança, focando em empresas que dão visibilidade a afrodescendentes e não-brancos.

Com tudo isso na mesa, é possível apresentar as particularidades recentemente divulgadas no mais novo relatório da SoftBank Group, com as ideias de investimento e estimativas, mesmo com a previsão do resquício da pandemia do coronavírus.

A SoftBank, que já investiu em setores que contemplam internet das coisas, robótica, infraestrutura de comunicação, biologia computacional, biotech, tecnologia e software de nuvem, fintechs e outras áreas correlatas, participou da negociação da Nvidia (líder em computação de Inteligência Artificial) com a empresa de semicondutores ARM. Com a junção, a ideia é criar a principal empresa de computação do mundo para a era da Inteligência Artificial, podendo inclusive acelerar processos para a descoberta de remédios, carros autônomos, estudos de mudança climática e outras vertentes importantes.

Não é a toa que O SoftBank se autodenomina como a "produtora dos ovos de ouro", só em 2020 a companhia atuou em mais 11 segmentos. E operou em 15 IPOs (oferta pública inicial), método em que as ações de uma empresa são vendidas ao público numa bolsa de valores pela primeira vez, tornando a empresa um capital aberto.

Encontrando oportunidades durante a pandemia

Diante do coronavirus, um nicho que se tornou mais atrativo foi o da educação à distância. É por isso que o SoftBank mergulhou neste universo com a empresa VIP Think, que também trabalha com Inteligência Artificial para os primeiros anos de educação infantil (dos 3 ao 9), ensinando matemática e lógica. Já a plataforma indiana UnAcademy atua com o ensino superior em diversas matérias.

Ainda com o foco em alcançar pessoas que estão isoladas em suas casas em período integral, o SoftBank também apostou na Keep, uma plataforma chinesa líder em exercícios de academia, que personaliza treinos de acordo com o nível do usuário.

Já com a empresa Seer, o investimento atinge diretamente a busca para a cura do coronavírus e outras doenças. A companhia trabalha com a proteômica, uma área da Biologia Molecular, Biologia Celular, Genética e Bioquímica. A empresa é capaz de analisar proteínas rapidamente e em larga escala, tudo para simplificar o processo de encontrar a cura de diversas comorbidades.

SoftBank na América Latina

Só na América Latina foram realizados 33 investimentos de diversos tipos, entre elas: 5º Andar (mercado imobiliário), Gympass (academia), PetLove (produtos para animais), Rappi (serviço de entregas) e muito mais.

No mercado brasileiro, a fintech Banco Inter é uma das mais lucrativas até o momento. O valor da empresa era de USD 373 milhões e até o momento já está em USD 690 milhões, com 8,5 milhões de correntistas digitais.

Nas conclusões do relatório, o SoftBank acredita que o maior avanço da humanidade atual é a Inteligência Artificial. Portanto, o foco de seu investimento continuará mantendo a linha da economia criativa e seguirá à procura de novas oportunidades, seja com ou sem a pandemia.

Postado em Feb. 26, 2021, 9 p.m.

Lucas Foster
CEO, LabCriativo

Especialista em criatividade e empresário da economia criativa



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