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Fundador do Ifood aposta em Fintech, Conta em dólar para brasileiros

App Nomad pretende auxiliar pessoas com planos para morar fora do Brasil, intercâmbio, viagens, investimentos ou mesmo reservas em dólar

Tempo de leitura estimado: 4 min

Conta em dólar para brasileiros: inspiração veio da dificuldade dos sócios no Vale do Silício

A fintech nasceu há quase dois anos e teve como inspiração as dificuldades enfrentadas por eles quando trabalhavam e moravam no Vale do Silício (Califórnia).

“Percebemos à época como é muito burocrático enviar e receber dinheiro do Brasil para fora e vice-versa. Tive que chegar a ligar para confirmar uma operação”, contou Sigrist.

Haber completou dizendo que a ideia também tem a ver com a vontade de derrubar barreiras que existem para os brasileiros terem acesso a serviços e produtos financeiros no exterior.

Fundada pelos sócios Patrick Sigrist, Marcos Nader e Eduardo Haber, a fintech Nomad é o primeiro banco digital dos Estados Unidos a oferecer uma conta corrente com diversos serviços para brasileiros. A proposta torna simples a abertura de contas, sem taxas para abertura ou manutenção das mesmas, e pretende auxiliar pessoas com planos para morar fora do Brasil, intercâmbio, viagens, investimentos ou mesmo reservas em dólar.

Queremos incluir o brasileiro no mundo financeiro global. Vamos democratizar e desburocratizar o acesso a serviços financeiros globais, além de diminuir as taxas para que o brasileiro não tenha mais barreiras territoriais e financeiras. Mais que um conta corrente, nossa proposta é ser um facilitador para quem quer viajar, investir ou mesmo criar reserva em dólar. Quem é Nomad, é global!“, diz Patrick Sigrist.

Atualmente, os bancos tradicionais costumam cobrar um spread cambial de 5% a 6% além de um IOF de 6.38% nas transações feitas através do cartão internacional de débito ou crédito. “Na Nomad, possibilitamos o envio de dólar como disponibilidade com um IOF de 1.10% no câmbio e a cotação em dólar comercial just in time, com um spread de apenas 2%. Além disso, o dinheiro fica seguro e coberto pelo fundo garantidor de crédito (FDIC) do governo americano (em até US﹩250 mil)“, explica Eduardo Haber. “O que criamos é inédito. Nosso objetivo é que essa inovação vire tendência. Não dá mais para arcar com taxas exorbitantes enquanto podemos ter acesso opções mais econômicas”, completa Marcos Nader.

Tanto Patrick quanto Marcos possuem larga experiência em startups de tecnologia. Enquanto Patrick foi o idealizador e fundador do iFood, Marcos fundou a Comprova.com, líder no Brasil em certificação digital. Já Eduardo soma ao trio toda sua expertise de mais de 20 anos do mercado financeiro. Foram dois anos de trabalho e testes até o resultado final e o lançamento oficial da Nomad.

Para abrir a conta é preciso ter passaporte brasileiro e endereço no Brasil. A cotação é em dólar comercial feita pelo próprio aplicativo. Após a realização da TED o dinheiro já fica disponível na conta americana podendo ser utilizado imediatamente através do cartão de débito digital Nomad. Todo o suporte é feito em português, mas também com opção em inglês, para que o cliente se sinta amparado e não fique com dúvidas.

A fintech já conta com mais de 50 mil clientes na fila de espera, aguardando para abrir uma conta corrente americana. Além da transação em dólar, a startup oferece ainda cartão de débito físico e virtual, que pode ser vinculado à Apple Pay, Samsung Pay ou Google Pay. para ser usado em qualquer lugar do mundo e pagamentos e recebimentos nos Estados Unidos. Outros serviços estão previstos, como uma plataforma de investimentos dentro do portal.

Aplicativo já está disponível para Android e iOS

O aplicativo da Nomad Digital já está disponível para Android e iOS e tem como público-alvo clientes de alta renda (de R$ 50 mil a R$ 5 milhões como patrimônio financeiro).

A entrada em operação se soma a iniciativas de serviços que ampliam o acesso de brasileiros à moeda e ativos estrangeiros, que, embora ainda isoladas, estão ganhando escala.

“Quando pensamos na Nomad, já acreditávamos na tendência de globalização de serviços financeiros para os brasileiros. Mas, nos últimos meses, os ventos começaram a soprar a favor com mais força do que nós imaginávamos”, disse Haber, acrescentando que, com a pandemia, a força da tendência de digitalização do dinheiro foi antecipada em cinco anos.

Postado em Feb. 20, 2021, 10:03 p.m.

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