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eSport, o mundo dos games um fenômeno de audiência e oportunidades de negócios

Jogos eletrônicos se tornarão mais populares entre todas as classes sociais, apresentando oportunidades lucrativas para os anunciantes que melhor aproveitarem as regras do jogo

Tempo de leitura estimado: 5 min

Os gritos das torcidas vibrando nas arquibancadas se transformaram em silêncio após o anúncio de uma pandemia. Nos fones de ouvido e nas caixas de som de computadores, no entanto, o barulho continua ensurdecedor. Isso porque a torcida no eSport continua em ascensão. Cada torneio atrai uma audiência alta e eles seguem se multiplicando. Envolto em todas as evoluções de tecnologia e publicidade, os jogos eletrônicos se tornarão mais populares entre todas as classes sociais, apresentando oportunidades lucrativas para os anunciantes que melhor aproveitarem as regras do jogo. Nesse estudo você confere as principais e novas plataformas, comportamento do consumidor de eSports, o que as marcas estão fazendo e onde podem investir. Para uma pessoa da “velha guarda”, pode ser difícil de entender, mas o sucesso dos eSports é bastante coerente se analisarmos o mundo que vivemos hoje.

Afinal, com a difusão da internet e dos smartphones, as pessoas nunca estiveram tão conectadas. No mundo dos games, essa realidade deu origem a uma mudança na dinâmica como eles são jogados. Com uma conexão de alta velocidade, não é mais preciso jogar sozinho ou com uma pessoa com quem se está compartilhando o sofá. Sim, é possível brincar com gente do mundo todo, em tempo real.

Alguns desenvolvedores criaram jogos (depois falaremos mais sobre eles) pensados justamente para aproveitar todas as possibilidades desse novo contexto. Os games se tornaram, então, mais coletivos, podendo envolver dezenas, centenas ou milhares de pessoas. Desse modo, passaram a explorar habilidades estratégicas e sociais dos jogadores. Como consequência, se tornaram mais interessantes, complexos e desafiadores.

E a dinâmica coletiva permitiu a criação de equipes, ligas e competições com regulamentos previamente definidos. Ou seja, os games de videogame e computador ficaram parecidos com as competições esportivas, de modo que o conceito de eSports passou a fazer cada vez mais sentido. Para completar, criou-se um público interessado em acompanhar as competições, tal e qual assistimos partidas de futebol na televisão ou no estádio.

No final, não é tão diferente, pois é tudo entretenimento. Mas também negócios, como veremos ao longo do texto. Não faz muito tempo que se fala em eSports. O número de competições e o interesse do público têm crescido muito nos últimos anos, mas as disputas de games já existem há bastante tempo. A primeira competição organizada de que se tem notícia data de 1972. Foi quando a Universidade de Stanford organizou as Olimpíadas Intergalácticas de Spacewar, um jogo de combate espacial desenvolvido para o computador PDP-1.

Em 1980, a Atari, fabricante que popularizou o videogame, promoveu um campeonato de Space Invaders (seu jogo mais popular), que reuniu aproximadamente 10 mil participantes. Mas foi a partir dos anos 2000 que a coisa começou a tomar outra dimensão. Os gráficos dos games se tornavam cada vez melhores, mas a verdadeira revolução foi a disseminação da banda larga pelo mundo. Na Coreia do Sul, desde o início do milênio, os eSports são considerados oficialmente modalidades competitivas. Hoje, é justamente na Ásia que está o maior mercado gamer do planeta, com destaque para China e Japão.

Os chineses, aliás, investiram R$ 1 bilhão em um complexo destinado à prática de esportes eletrônicos na cidade de Hangzhou. Nos últimos dez anos, o crescimento foi exponencial, e multiplicaram-se as equipes profissionais, que pagam seus atletas para representá-las nas competições. Como existem diversos tipos de games, há diferentes competições de eSports, cada uma com seu regulamento, suas regras e particularidades.

Afinal, a lógica de cada game é distinta.

Tudo isso contribui não apenas para a diversão dos praticantes, mas para aquecer o mercado e abrir novas possibilidades de negócios e investimentos. Os principais tipos de jogos praticados nas competições são os de estratégia em tempo real, de tiro e de simulação de esportes “reais” como o futebol. Qualquer pessoa, grupo de pessoas ou organização (associação ou empresa) pode criar uma competição de eSports.

No Brasil, a Confederação Brasileira de eSports (CBeS), um órgão sem fins lucrativos, estabelece critérios para definir o que caracteriza um campeonato semiprofissional e um profissional. Para ser considerado semi profissional, a competição deve ter um site com todos os dados da organização, os jogos que ela organiza e um canal de transmissão oficial. Isso além de regras aprovadas pela empresa fabricante do game, uma página no Facebook e uma página online para a inscrição dos jogadores.

Já a competição profissional deve cumprir todos esses requisitos também, com a diferença de que deve ter uma empresa aberta, estúdio próprio e espaço para a realização de eventos – próprio ou de algum patrocinador. Outra diferença é que o campeonato profissional tem uma duração mais longa e termina em um evento presencial. Seja qual for a classificação da competição, o fato é que, quanto maior o prêmio e a estrutura oferecidos, mais equipes ela irá atrair e mais interesse vai gerar.

Quanto às equipes profissionais, aquelas que pagam seus integrantes para representá-la nas competições, elas não vivem apenas de premiações, mas principalmente de marketing. As receitas podem ser geradas através de patrocínio, publicidade (explorando a visibilidade dos canais de divulgação) e venda de produtos personalizados, por exemplo.

Existem até clubes de futebol profissional (aquele disputado na grama mesmo) que mantêm equipes de eSport para praticar o mesmo esporte no videogame. Aliás, alguns deles não se limitam aos games de futebol e participam de competições de League Of Legends e outros jogos. Manchester City, Paris Saint Germain, Wolfsburg e o brasileiro Santos são grandes exemplos.

Postado em March 5, 2021, 10:40 a.m.

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