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Clubhouse: a rede social que promete ser a sensação de 2021

O Clubhouse é uma nova rede social baseada na voz, onde você pode entrar em uma sala e conversar com pessoas ao redor do mundo em tempo real

Tempo de leitura estimado: 4 min

O Clubhouse é um novo tipo de rede social baseada na conversa por voz. Ao invés das usuais mensagens de texto, ao abrir o aplicativo, você encontra diversas “salas” virtuais, onde pessoas de diversos lugares distintos podem se encontrar, se conhecer e bater um bom papo. Todas as salas do Clubhouse são abertas, assim você pode entrar e sair de conversas quando quiser, vivendo experiências distintas.

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As salas são compostas por palestrantes, os criadores do bate-papo, e audiência. Sempre que você entra em uma sala, você é identificado como audiência, mas, caso queira participar da conversa, basta clicar no botão de “levantar a mão” e os palestrantes podem convidá-lo para falar também. Você também pode criar a sua própria sala, onde você será o palestrante. As salas existem com o intuito de promover o encontro entre pessoas de diversos lugares do Brasil e do mundo para contar histórias, fazer perguntas, dar risadas, incitar o debate e o aprendizado, além de também incentivar conversas improvisadas sobre temas que você nunca imaginou que iria conversar antes.

O Clubhouse é apenas para voz e acreditamos que a voz é um meio muito especial. Sem a câmera ligada, você não precisa se preocupar com o contato visual, o que está vestindo ou onde está. Você pode conversar no Clubhouse enquanto está dobrando a roupa suja, amamentando, se deslocando, trabalhando no sofá no porão ou indo para uma corrida. 
ESCREVERAM OS CRIADORES DO CLUBHOUSE EM SEU SITE.

Os criadores da nova rede social afirmaram acreditar que a voz permite melhor comunicação entre as pessoas, fortalecendo os laços de um relacionamento mesmo de forma virtual.

Em vez de digitar algo e clicar em Enviar, você inicia um diálogo de ida e volta com outras pessoas. A entonação, inflexão e emoção transmitida pela voz permitem que você capte nuances e forme conexões exclusivamente humanas com outras pessoas. Você ainda pode desafiar um ao outro e ter conversas difíceis – mas com a voz, muitas vezes há uma capacidade de desenvolver mais empatia. Isso é o que nos atraiu para o meio.

O Clubhouse trata-se de uma espécie de podcast aberto, ou seja, qualquer pessoa pode ouvir os chats de áudio que estão em andamento. As salas são temáticas e podem ser filtradas de acordo com os gostos do usuário. Quem participa do app, pode encontrar chats com palestras, músicas, papos sobre tecnologia, entre outros assuntos.

O aplicativo ainda oferece a possibilidade de chats privados, quando o usuário quer aproveitar o espaço apenas com os amigos, por exemplo. No entanto, um dos grandes atrativos do Clubhouse é o modo de ingresso no app: apenas por convite. O método traz a ideia de exclusividade, o que “enche os olhos” dos interessados em entrar na rede. Para participar do grupo, você precisa ser convidado por algum usuário.

De qualquer forma, sobre este aspecto, a rede social afirma que tem trabalhado para expandir seu acesso, mas que, em primeiro lugar, prezará pela qualidade do serviço já prestado.
Oprah Winfrey, Kevin Hart, Drake, Chris Rock e Ashton Kutcher são alguns dos famosos adeptos do Clubhouse. Para os fãs destes artistas, entrar no aplicativo é uma oportunidade única, visto que as chances de uma conversa com o ídolo tornam-se maiores na plataforma.

Mas nem tudo é perfeito. O Clubhouse não possui meios de gravar conversas e armazená-las, o que dá espaço suficiente para o desenvolvimento de discursos de ódio, racismo, etc., sem que ao menos provas sejam deixadas. Segundo observa o Vanity Fair, “na bolha que é o Clubhouse, monólogos pseudo-intelectuais de usuários poderosos podem passar despercebidos, deixando-os livres para promover ideias racistas sob o pretexto de fazer perguntas legítimas ou bancar o advogado do diabo”.

O Clubhouse ainda não está aberto ao público, mas você já pode baixar e se inscrever no aplicativo antecipadamente. A rede social, que ainda está em desenvolvimento, pretende aumentar as comunidades lentamente para garantir que o crescimento da parte técnica do aplicativo venha junto com a demanda de público.

Postado em Feb. 5, 2021, 10:02 a.m.

Lucas Foster |
Partner, LabCriativo

Especialista em criatividade e empresário da economia criativa



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