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Em seu segundo ano isolamento social dá novo sentido ao dia das mães

Gazeta conta história de mulheres que, em meio à pandemia, lutam para manter bem-estar dos filhos

Tempo de leitura estimado: 4 min

Neste Dia das Mães, a Gazeta conta a história de mulheres que, desde o começo da crise, lutam, por dia, uma batalha, a fim de garantir o bem estar de seus filhos; uma delas está na linha de frente contra a Covid-19 e relata os desafios da profissão no cenário atual

Em 2020, o mundo mudou. Hoje, o que não fazia parte nem dos nossos piores pesadelos, agora é realidade. Convivemos, diariamente, com a dor, a tristeza e o medo, sentimentos causados pela pandemia da Covid-19, que também deu um novo sentido neste 10 de maio, data em que se comemora o Dia das Mães. 

Com o isolamento social e a crise econômica que se alastra no país, o papel da ‘mulher mãe’ ganhou destaque pela força da proteção, ao querer, quase insistentemente, que o outro fique bem. Nessa data tão especial, a Gazeta conta a história de três mães que, desde o começo da pandemia, lutam, por dia, uma batalha, a fim de garantir o bem estar de seus filhos. Uma delas, por sua vez, está na linha de frente contra a Covid-19 e conta, também, sobre a responsabilidade de exercer sua profissão no cenário atual. 

A dor de quem já vive com pouco há anos

Sentada à frente de seu barraco, às margens da Lagoa Mundaú, no bairro Vergel do Lago, em Maceió, Maria Nazaré, de 31 anos, observa seus cinco filhos, sendo três meninos de 5, 7 e 11 anos, e duas meninas, uma de 9 e outra de 4 meses, brincarem. A cena, quase serena, é interrompida pelo semblante abatido da dona de casa. Com o seu marido desempregado devido à falta de trabalho no período de pandemia, a feira do mês já se próxima do fim, o que impõe dúvidas de como a família deve sobreviver sem comida nos próximos meses. A reunião com toda a família para comemorar o Dia das Mães, segundo ela, também não é certa para acontecer, em virtude das dificuldades que enfrenta. 

“É bem difícil toda essa situação que estamos agora. O pior é que isso sempre foi comum para nós, mas, hoje, com toda essa tragédia causada pelo coronavírus, só nos restam dúvidas. Se já era difícil para trabalho antes, imagina agora? Meus filhos estão crescendo, necessitam de conforto, mas eu e o pai não podemos dar. Nossa sorte são as pessoas que doam cestas básicas e materiais de higiene para a comunidade mais carente como a nossa”, disse. 

Morando em um lugar sem saneamento básico e esquecido pelo poder público, ela conta que o seu maior sonho é comprar uma casa, onde todos os seus filhos possam ter seus quartos e privacidade. 

“Se alguém me perguntasse o presente ideal para mim, seria, com toda com certeza, ter a minha própria casinha. O presente não seria totalmente para mim, mas eu ficaria feliz por completo, pois, meus filhos estariam em um lugar adequado. Aqui, no meu barraco, quando chove, acordamos com a água tomando conta de tudo o que temos. São cenas tristes que não saem da cabeça”, falou. 

Nazaré relata, ainda, a preocupação com os filhos em meio à pandemia. Sem condições financeiras para comprar os materiais de higiene necessários, a exemplo de álcool em gel e sabão, ela tem que se virar com o que pode, mas, confessa, que isso não é o suficiente. Ela conta com a ajuda, apenas, do Bolsa Família, em um valor de R$ 177.

“Se eu comprar o que as autoridades de saúde mandam, não sobra dinheiro para comer. Já moramos em um lugar sujo, que faz pouco tempo que tem água encanada, então minha cabeça fica a mil, pois estou com medo dessa doença chegar nos meus filhos. Daí percebo a força que tenho para proteger eles. Limpo nosso barraco com mais frequência e não deixo nenhum deles ficar por muito tempo na rua. São medidas pequenas, que não fazem tanta diferença, mas eu não posso perder a fé”, frisou. 

Três dos filhos da dona de casa são asmáticos, o que a preocupa ainda mais, já que eles se encaixam no grupo de risco da doença que, acomete, principalmente as vias respiratórias das vítimas. “É só sofrimento. Mas não penso só pelo o lado ruim. É uma dádiva ser mães deles. O que eu puder fazer para proteger eles, vou fazer”, completa. 

Leia a matéria completa aqui

Postado em May 8, 2021, 9:04 p.m.

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