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Aplicativo detecta anemia apenas com uma foto das unhas

Será o fim da picada para a realização do exame de sangue?

Tempo de leitura estimado: 2 min

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade Emory, de Atlanta, nos Estados Unidos, realizaram um estudo que permitiu o desenvolvimento de um aplicativo de celular que promete o fim das agulhas no diagnóstico da anemia.

Por meio de uma foto das unhas, o app, que deve estar disponível para download público até o fim do primeiro semestre de 2019, consegue identificar se o usuário está com níveis adequados de hemoglobina no sangue.

O aplicativo foi desenvolvido como parte do trabalho de doutorado do engenheiro biomédico Rob Mannino. Ele se inspirou em um problema pessoal de saúde para pensar nesse método não invasivo de análise. Mannino é portador de uma doença hereditária no sangue, causada por uma mutação genética. O tratamento requer transfusões de sangue mensais e exames de níveis de hemoglobina frequentes.

Para diminuir esse aborrecimento, o aplicativo poderá estimar, sem nenhum tipo de método invasivo, quando o cientista precisará de transfusão, com base nas tendências do seu nível de glóbulos vermelhos.

Para desenvolver o app, os pesquisadores usaram fotos de unhas de 337 pessoas, algumas saudáveis e outras com diagnósticos de anemia. Com base nessas imagens, foi criado um algoritmo capaz de identificar o padrão saudável de coloração dos que representam deficiência nos glóbulos vermelhos.

A pele sob as unhas não contém melanina (o pigmento natural que varia de pessoa para pessoa), então, as fotografias conseguem captar uma tonalidade padrão. E a precisão, portanto, é consistente independentemente do tom de pele do usuário.

Com o app, o monitoramento do distúrbio pode ser constante e, assim, cada paciente pode identificar os momentos em que precisa recorrer aos médicos para ajustar terapias ou mesmo receber transfusões sanguíneas, sem o incômodo da picada. Entretanto, no meio médico, todo cuidado é pouco. Os desenvolvedores frisam que o aplicativo deve ser usado para triagem, não para diagnóstico definitivo.

Postado em Dec. 17, 2018, 3 p.m.

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