Nesta quinta-feira (13), o Facebook lançou uma ferramenta para que usuários alterem seu gênero na rede social para mais de 50 opções diferentes, além de permitir que a rede social se refira a seu perfil de maneira “neutra”. A opção está disponível somente para quem usa o site em inglês e nos EUA.

Afinal, nem todo o mundo se considera homem ou mulher.

A empresa anunciou por meio da página Facebook Diversity que, para incluir a opção, trabalhou com organizações que lutam pela liberdade de gênero.

Quem opta por um gênero personalizado pode escolher para quem essa nova identidade fica visível, como mostrar só para alguns grupos de amigos ou
excluir pessoas específicas.

Dono de um perfil com gênero personalizado pode optar por ser referido como masculino (“he”/ “his”), feminino (“she”/”her”) ou neutro (“they”/”their”, traduzido como “eles” ou “elas” e “deles” ou “delas”).

Todos os cerca de 159 milhões de usuários do Facebook em inglês nos EUA já têm acesso à opção. O Facebook não diz se ela estará disponível em outros países, mas isso deve depender do trabalho específico para adequação a cada língua.

Um dos usuários que comentou o anúncio da ferramenta notou que não há opção para identificar um filho diferentemente de “son” ou “daughter” (filho ou filha).

Entre algumas das opções disponíveis, estão:

  • andrógeno
  • bigênero
  • cisgênero, feminino cis, masculino cis, homem cis, mulher cis
  • de feminino para masculino (“female to male” ou FTM); de masculino para feminino (“male to female” ou MTF)
  • neutro
  • nenhum
  • outro
  • pangênero
  • queergênero (“gender queer”)
  • sem gênero (“agender” )
  • trans, pessoa trans, homem trans, trans masculino, trans feminino, transgênero
  • variante de gênero, questionamento de gênero, não binário

Em rápido teste, foi possível trocar o gênero mesmo estando fora dos EUA, mas com o Facebook em inglês.

“Haverá um monte de gente para o qual isso significará nada, mas para os poucos que são impactados, isso significa o mundo”, disse a engenheira Brielle Harrison, que trabalhou no projeto e passa ela mesma por uma transformação de gênero, de masculino a feminino, à agência Associated Press. Ela disse que optou por identificar-se pela nova opção “transwoman”, algo como “transmulher”.

Segundo o Facebook, não houve oposição interna à introdução da possibilidade na rede social. “De fato, não houve debate sobre possíveis implicações [negativas da  capacidade]”, disse Alex Schultz, diretor de crescimento no Facebook, à Associated Press. “Era simples: não permitir que as pessoas expressassem algo tão fundamental não era muito legal, então fizemos algo. Tomara que um mundo mais aberto e mais conectado possa, por extensão, se tornar mais compreensivo e tolerante.”

 

Facebook Diversity

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Fonte: Folha

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