“Eu não penso sobre toda a miséria, mas sobre a beleza que ainda permanece”. Retirada do famoso Diário de Anne Frank, relato da garota  judia de 13 anos que transcreveu secretamente sua experiência durante Holocausto, essa frase parece ter reverberado secretamente por entre muitos outros judeus. Em meio à crueldade, ao medo e à repressão, eles encontraram uma forma de continuar vivendo: a arte.

A exposição “Art from the Holocaust”, exibida pela primeira vez fora de Israel, traz mais de 100 trabalhos artísticos produzidos por judeus durante o período. São obras que sobreviveram escondidas durante anos, tendo algumas sobrevivido inclusive aos seus autores – dos 50 artistas representados 24 foram mortos por nazistas durante a Guerra. 

Criadas em condições sub-humanas e em segredo absoluto, as pequenas ilustrações e pinturas foram feitas por judeus em campos de concentração, campos de trabalho forçado e guetos. Algumas ilustrações mostram as atrocidades e humilhações em que viviam os prisioneiros, enquanto outras reverenciam o indivíduo e a vida espiritual mesmo em meio à crueldade humana.”Elas mostram o poder do espírito humano frente às adversidades e à morte e o conflito entre a realidade do Holocausto e do imaginário humano” afirma a curadoria no panfleto da exposição.

A mostra, inaugurada em Berlim no início de fevereiro deste ano, celebra os 50 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre Alemanha e Israel. E prova mais uma vez que a arte transcende as mais inesperadas barreiras. Veja abaixo algumas obras em exposição:

“One Spring”, de Karl Bodek e Kurt Conrad Löw (1941)

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“The Refugee” de Felix Nussbaum (1939)

“The Song is Over” de Pavel Fantl, (1941-1944)

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